Foto: Divulgação/G1
São Paulo enfrenta uma crise elétrica que já dura quatro dias, causando prejuízos estimados em R$ 1,65 bilhão. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), mais de 250 mil endereços na Grande São Paulo continuam sem eletricidade.
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A interrupção de energia foi desencadeada por um forte temporal que atingiu a região na última sexta-feira (11), causando danos significativos à infraestrutura elétrica.
A Enel, responsável pela distribuição de energia, confirmou que, até a manhã desta terça-feira (15), mais de 250 mil imóveis na Grande São Paulo ainda estavam sem luz, mas não detalhou quantos desses endereços pertencem à capital.
A situação se tornou ainda mais crítica devido ao impacto da falta de energia em serviços essenciais, visto que várias regiões estão com mais de 80 horas o fornecimento de energia.
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Além disso, a Prefeitura de São Paulo registrou 386 ocorrências de quedas de árvores, as quais danificaram a fiação elétrica causando a demora na retomada da energia. Até a manhã desta terça (15), 49 destas ocorrências ainda aguardam atendimento.
Os setores de varejo e serviços são os mais impactados. No varejo, as perdas já alcançam R$ 536 milhões, enquanto os serviços contabilizam aproximadamente R$ 1,1 bilhão em prejuízos.
“Esses dados foram compilados levando em conta que, aos fins de semana, o comércio de São Paulo tende a faturar, em média, R$ 1,1 bilhão por dia, enquanto os serviços têm receitas de R$ 2,3 bilhões”, disse um comunicado da empresa divulgado na madrugada desta terça-feira (15).
“O valor deverá ser maior, porque a empresa responsável pela distribuição de energia, a Enel, ainda não forneceu respostas concretas sobre o retorno do serviço à totalidade dos imóveis que dependem da rede”, completou a Fecomércio-SP.
Para mitigar os efeitos do apagão, a Enel disponibilizou 500 geradores, sendo 40 de grande porte, para serviços essenciais, como hospitais e clientes que dependem de eletricidade para manutenção de equipamentos hospitalares, por exemplo.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que outras concessionárias estão se unindo em uma força-tarefa para ajudar na restauração do fornecimento elétrico.
A Enel enfrenta críticas pela falta de uma previsão clara para o restabelecimento da energia. O presidente da empresa, Guilherme Lencastre, atribuiu os problemas às rajadas de vento histórico que atingiram a região, mas não apresentou um prazo específico para a normalização total do serviço.
Além dos problemas elétricos, a falta de energia também prejudicou o abastecimento de água em várias áreas da Grande São Paulo.
Embora a situação tenha sido normalizada em parte da Grande São Paulo, algumas localidades ainda enfrentam dificuldades no fornecimento.
Enquanto isso, os moradores continuam a enfrentar desafios diários, incluindo a dificuldade em contatar a Enel para obter informações sobre o restabelecimento da energia.
A empresa recebeu mais de 1 milhão de chamados desde o início do apagão, e muitos usuários relatam insatisfação com a falta de resposta.
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