A aproximação da Páscoa já movimenta o comércio no Meio-Oeste de Santa Catarina, mas a realidade econômica mostra diferenças entre atacado e varejo. Enquanto o setor atacadista enfrenta retração nas vendas antecipadas, o varejo mantém perspectivas otimistas, principalmente nos dias que antecedem a celebração.
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No setor de distribuição, o cenário preocupa. O atacadista Jaime José Tomazi, que fornece chocolates, produtos alimentícios, salgados e embalagens para supermercados e lojas especializadas da região, afirma que o desempenho ficou abaixo do esperado neste ano.
“Os preços mais altos e a situação financeira do consumidor impactaram diretamente nossas vendas”, destaca. Ele estima que a queda atinja cerca de 30%, não apenas em chocolates, mas também em outros itens da linha tradicional do atacado.
Por outro lado, o varejo mostra sinais de crescimento. O gerente de supermercado Jairo Miozzo ressalta que o movimento já aumenta à medida que a Páscoa se aproxima.
“Os consumidores estão se preparando para a data, buscando ovos de chocolate e produtos voltados à confraternização familiar”, explica. A expectativa é que o volume de vendas supere o registrado em anos anteriores, mesmo diante de desafios econômicos.
Lojas especializadas em chocolates também acompanham a tendência positiva, com destaque para a concentração das compras nos últimos dias antes da data.

Vanir Aparecida, gerente de uma dessas lojas, observa que “muitos clientes deixam a compra para mais perto da Páscoa, influenciados pelo recebimento de salários ou fechamento da fatura do cartão”. Segundo ela, produtos voltados às crianças, como ovos com brinquedos ou sabores preferidos, estão entre os mais procurados, mantendo a tradição de presentear.
Mesmo com a conjuntura econômica mais desafiadora, a expectativa geral do comércio é que a Páscoa continue sendo uma data relevante para o setor, impulsionada pelos hábitos de presentear e pelas celebrações em família.





