A maioria dos brasileiros continua favorável ao fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias para ter apenas um de descanso. No entanto, o apoio à mudança perdeu força nos últimos meses. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (18) aponta que 68% da população defendem o fim desse formato de jornada. Em dezembro do ano passado, o índice era de 72%.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
Mesmo com a queda de quatro pontos percentuais, o apoio à proposta ainda permanece majoritário em todas as regiões do país e mantém o debate em destaque no cenário político e econômico nacional.
⏰ Trabalhadores defendem mais qualidade de vida
O levantamento mostra que muitos brasileiros enxergam a redução da jornada como uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida, diminuir o desgaste físico e mental e ampliar o tempo de convivência familiar.
Nos últimos meses, o tema ganhou força nas redes sociais, no ambiente político e em diferentes setores da sociedade. Trabalhadores passaram a cobrar jornadas menos exaustivas, enquanto sindicatos intensificaram as discussões sobre condições de trabalho.
Veja também
Ancelotti anuncia nesta segunda-feira os 26 convocados da Seleção Brasileira para a Copa de 2026
Corpo de Bombeiros Militar de SC forma 18 novos instrutores de Resgate Veicular
A pauta também ganhou espaço especialmente entre profissionais do comércio, serviços e áreas operacionais, setores em que a escala 6×1 é mais comum.
💰 Apoio diminui quando há possibilidade de redução salarial
Apesar da maioria apoiar a mudança, a pesquisa mostra resistência quando o assunto envolve possível redução de salário. Segundo o levantamento, 56% dos brasileiros rejeitam o fim da escala caso a mudança resulte em perda de renda mensal.
O dado revela que a população deseja jornadas mais equilibradas, mas sem comprometer o salário. Especialistas avaliam que esse ponto será decisivo nas discussões sobre eventuais mudanças na legislação trabalhista.
🏛️ Debate segue no Congresso Nacional
O tema continua em discussão no Congresso Nacional por meio de propostas que tratam da redução da jornada semanal de trabalho. O assunto também começa a ganhar força no cenário político visando as eleições de 2026.
Enquanto trabalhadores defendem mais qualidade de vida e melhores condições de saúde física e mental, representantes do setor produtivo alertam para possíveis impactos nos custos operacionais e na produtividade.
Ainda assim, a pesquisa indica que o debate sobre o futuro das relações de trabalho permanece em alta no país.




