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Bombeiros de SC ampliam atuação no combate aos incêndios no Mato Grosso

Uma equipe de 20 bombeiros de Santa Catarina está atuando há mais de 20 dias no combate a incêndios florestais no Mato Grosso.

Fonte:
Assessoria de Imprensa CBMSC

Com mais de 20 dias de atuação ininterrupta, a equipe de vinte bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) está intensificando seus esforços no combate aos incêndios florestais que atingem o estado do Mato Grosso. Desde sua chegada, os profissionais têm prestado apoio a diferentes regiões, atuando em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso (CBMMT).

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Os bombeiros catarinenses estão organizados, neste momento, em seis Forças-Tarefas (FT), trabalhando em locais críticos como Pontes e Lacerda e Poconé.

O comandante da missão, capitão Douglas Tomaz Machado, explica que a propagação das chamas é acelerada por condições climáticas adversas.

“O clima seco e as altas temperaturas têm contribuído significativamente para o início e a intensidade dos incêndios. Durante o dia, o calor intenso e os ventos fortes tornam o combate ainda mais desafiador”, relata.

Outro desafio apontado é a interação com a fauna. Os bombeiros têm encontrado uma diversidade de animais nas regiões afetadas e o cuidado nessas situações é ainda maior , explica o capitão.

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“Os animais já estão bastante assustados e acuados devido ao próprio incêndio, então o bombeiro militar, ao chegar próximo, tem que tomar o máximo cuidado, buscando proteger o animal e a si próprio”, complementa.

O uso da tecnologia também tem sido fundamental no combate. Para monitorar a região, a equipe tem se utilizado de drones, que permitem detectar os focos de forma mais clara.

Áreas de atuação da equipe catarinense

Os bombeiros catarinenses partiram em missão ao Mato Grosso no dia 23 de setembro, por determinação do Governo do Estado. Devido à distância entre os estados, a chegada ocorreu dois dias depois com uma atuação inicial nos municípios de Nova Mutum, Rosário do Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Salto do Céu e na Chapada dos Guimarães.

O capitão Tomaz destaca a estratégia de dividir as forças para maximizar a eficácia: “Por termos esta estrutura diferenciada, em que possuímos tanto viaturas, quantos as ferramentas necessárias, e claro, pessoal especializado nossa equipe foi dividida e estamos atuando nas áreas mais críticas.”.

A equipe catarinense se destaca pela sua estrutura completamente equipada, preparada para lidar com uma variedade de cenários. Com ferramentas adaptáveis aos diferentes tipos de terreno, os combatentes enfrentam os desafios impostos pelos diversos biomas da região.

Diante das grandes variações nos ecossistemas, foi necessário implementar uma técnica mista de combate, incluindo a estratégia de fogo contra fogo combinada com a criação de aceiros, que são faixas desmatadas até o solo, como se fossem estradas, desenhadas para impedir que o fogo se espalhe além de uma determinada área.

Para a realização desses aceiros, além do recurso humano, também são utilizados maquinários de grande porte, disponibilizados pelas equipes locais.

Outra região de atuação da FT foi o município de Cáceres. Devido a grande extensão de área atingida, o combate se tornou ainda mais complexo. Além da técnica mista, foi realizado o combate direto às chamas, utilizando equipamentos como bombas costais e sopradores.

Integração entre corporações

A união de esforços entre os bombeiros catarinenses e as forças locais tem sido fundamental para enfrentar esta crise. Mais de mil bombeiros de diferentes estados do país estão trabalhando no Mato Grosso, estado que atualmente é o mais atingido pelas chamas.

Setembro de 2023 registrou um aumento de 371% nos focos de calor em comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 19.893 focos, frente a 4.219 em 2022. Desde o início do ano, Mato Grosso já contabiliza 45.780 focos, representando o pior cenário em 14 anos.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que todos os municípios do estado enfrentaram pelo menos um foco de incêndio este ano, sendo que 93% das cidades, totalizando 133, registraram chamas apenas em setembro.

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