A Justiça Criminal da Comarca de Concórdia condenou um homem de 40 anos por uma série de crimes praticados contra duas sobrinhas, de 10 e 7 anos de idade. O réu já se encontra preso e seguirá recolhido ao sistema prisional, enquanto a defesa ainda possui prazo legal para apresentar recursos às instâncias superiores.
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De acordo com a sentença, a soma das penas impostas alcança 58 anos, 8 meses e 13 dias de reclusão. Entre os crimes reconhecidos pela Justiça estão ameaças, descumprimento de medida protetiva e produção de material pornográfico envolvendo crianças, além de outros delitos apurados ao longo do processo judicial.
Além da pena privativa de liberdade, o juiz determinou o pagamento de indenização no valor de R$ 15 mil para cada uma das vítimas, como forma de reparação pelos danos causados. O processo tramita em segredo de justiça, o que impede a divulgação de informações mais detalhadas, já que envolve menores de idade.
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Conforme consta nos autos, os crimes ocorreram dentro do ambiente familiar. A decisão judicial levou em consideração relatos de que o condenado teria cometido atos de abuso durante um deslocamento de carro e também tentou registrar imagens das crianças sem autorização, escondendo um telefone celular em um quarto da residência.
O caso passou a ser investigado após uma das vítimas relatar os abusos à tia, esposa do autor dos crimes. Diante da denúncia, a mulher acionou as autoridades, dando início à atuação dos órgãos de segurança pública. Após a investigação, o suspeito foi preso e passou a responder judicialmente pelos fatos, resultando na condenação ao final da tramitação em primeira instância.
Para tentar impedir que os crimes viessem à tona, o homem teria ameaçado as duas meninas, com o objetivo de silenciá-las e evitar que os abusos fossem comunicados a outros familiares. Como a condenação ocorreu em primeira instância, ainda há possibilidade de recurso em esfera superior.



