Mais de 2,2 mil pinguins são encontrados mortos nas praias de SC

Santa Catarina registra maior número de pinguins mortos desde 2015

O litoral de Santa Catarina registrou um número recorde de pinguins-de-Magalhães encontrados mortos em 2026. Até este domingo (21), foram contabilizados 2.230 animais sem vida nas praias catarinenses, segundo dados do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

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O levantamento aponta que apenas o mês de junho concentrou aproximadamente 2.090 registros, tornando-se o período com maior quantidade de ocorrências desde o início do monitoramento sistemático da espécie, realizado desde 2015.

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Os números chamam a atenção de pesquisadores e equipes responsáveis pelo acompanhamento da fauna marinha, especialmente por ocorrerem antes do período em que normalmente são observados os maiores índices de encalhes.

Migração natural explica parte dos registros

De acordo com o coordenador-geral do PMP-BS, André Barreto, os pinguins-de-Magalhães deixam suas colônias na Argentina a partir de abril e iniciam a migração em direção ao litoral brasileiro.

Tradicionalmente, os animais começam a aparecer em Santa Catarina durante o mês de junho, enquanto os maiores registros costumam ocorrer entre julho e agosto. Por isso, embora o aumento faça parte do ciclo migratório da espécie, a quantidade observada neste ano merece atenção.

“É um número que demanda uma atenção e preocupação das equipes que recolhem os animais, incluindo os que vão para reabilitação. É possível que a gente tenha um ano fora do normal”, explica.

Especialistas acompanham evolução dos encalhes

Apesar do volume expressivo, especialistas destacam que o cenário ainda não é considerado alarmante. Grandes quantidades de encalhes são relativamente comuns durante o período migratório dos pinguins-de-Magalhães.

Como comparação, em todo o ano de 2025 foram registrados aproximadamente 8.300 pinguins encontrados vivos ou mortos em Santa Catarina. Segundo os pesquisadores, ainda é cedo para afirmar se 2026 terminará com recorde anual, já que os números podem oscilar ao longo da temporada.

Entre os fatores que influenciam a chegada dos animais às praias estão as correntes marítimas, as condições climáticas e a intensidade das frentes frias que atingem a região Sul.

Orientação é não devolver os animais ao mar

As equipes do PMP-BS reforçam que pessoas que encontrarem pinguins na faixa de areia não devem tentar devolvê-los ao mar nem oferecer alimentação.

A recomendação é acionar imediatamente o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos pelo telefone 0800 642 3341, permitindo que profissionais especializados façam o atendimento adequado dos animais.

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Fonte:
Portal RBV | Com informações G1

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