Quase metade dos municípios de SC fecha 2024 com déficit fiscal

Das 266 cidades pesquisadas, 42% tiveram as contas no vermelho

Quase metade dos municípios de Santa Catarina encerrou 2024 enfrentando déficit fiscal, conforme revelou um estudo recente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios). Das 295 cidades catarinenses, 266 foram entrevistadas, e 42% delas apresentaram as contas no vermelho. Apesar desse cenário preocupante, o estado conseguiu fechar o ano com um saldo positivo de R$ 700 milhões.

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Segundo o levantamento, as receitas totais arrecadadas pelos municípios somaram R$ 52,7 bilhões, valor equivalente às despesas do período.

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Entretanto, o panorama nacional é ainda mais grave: 54% dos municípios brasileiros registraram déficit fiscal, atingindo um montante de R$ 33 bilhões, o pior índice da história.

Essa situação se agravou em comparação com 2023, quando 51% das prefeituras estavam em déficit, com um rombo de R$ 17 bilhões.

Além disso, 19 dos 26 estados brasileiros também apresentaram saldo negativo no fechamento do exercício financeiro de 2024.

Em Santa Catarina, a Fecam (Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios) já iniciou uma análise aprofundada para compreender melhor esse quadro.

“O objetivo é compreender com precisão as causas do cenário atual e avaliar de forma técnica e responsável os possíveis impactos para os municípios do estado”, explicou a entidade.

O estudo da CNM aponta que o aumento das despesas de custeio, contratação de prestadores de serviço, locação de mão de obra e gastos com o funcionalismo público são as principais causas do déficit. Investimentos em obras e instalações ficaram em último lugar na lista de despesas que pressionaram as contas públicas.

Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, chamou a atenção para a transferência crescente de responsabilidades do governo federal e estadual para os municípios.

“O funcionalismo público da União e dos Estados cresceu 2,4% e 10,2%, respectivamente, entre 2010 e 2022. E a folha de pagamento dos municípios aumentou 31%. Para dar conta das políticas públicas, o número de funcionários passou de 5,8 milhões para 7,6 milhões”, alertou.

Ziulkoski destaca que esse fenômeno não é recente, mas que a situação, já crítica, se agravou significativamente nos últimos anos, aumentando a pressão sobre as finanças municipais.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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