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Canetas emagrecedoras: veja a lista proibida pela Anvisa

A Anvisa reforça que essas canetas não devem ser usadas em nenhuma hipótese e orienta a população a denunciar a venda irregular

Nesta quarta-feira (21), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nova resolução proibindo a venda de determinados medicamentos populares como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

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Entre os produtos afetados estão os à base de tirzepatida, das marcas Synedica e TG, e todos os lotes de medicamentos à base de retatrutida, de qualquer marca.

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A decisão da Anvisa inclui a proibição total da fabricação, importação, distribuição, comercialização, divulgação e uso desses produtos.

De acordo com a agência, esses medicamentos, geralmente encontrados em vendas online e perfis do Instagram, são oferecidos “sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, representando risco sério à saúde pública.

Além disso, a Anvisa alerta que, por serem irregulares e de origem desconhecida, “não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade”. Portanto, seu uso é proibido “em nenhuma hipótese”.

Caso grave alerta para os riscos das canetas emagrecedoras

Um exemplo recente dos perigos desses produtos envolve Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, que está internada em estado grave em Belo Horizonte após usar, por cerca de dois meses, uma caneta emagrecedora conhecida como Lipoless.

O produto, vendido clandestinamente como um suposto análogo à tirzepatida, não possui registro na Anvisa.

Segundo relatos médicos, Kellen apresentou urina com coloração vermelha logo nas primeiras aplicações. Mesmo após interromper o uso, os sintomas não cessaram e evoluíram para complicações respiratórias e neurológicas.

Inicialmente investigada por uma possível doença autoimune, Kellen passou a ser avaliada para Porfiria Intermitente Aguda, uma condição genética rara que afeta a produção de heme e pode ser desencadeada pelo uso de certos medicamentos.

Este caso evidencia os riscos graves do uso de canetas emagrecedoras ilegais, que podem provocar desde alterações urinárias até problemas neurológicos graves.

A recomendação da Anvisa é que qualquer produto sem registro oficial seja evitado, e que a população denuncie a venda irregular desses medicamentos.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações Guararema

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