Faltas em consultas impactam atendimento na saúde pública de Videira

Alto índice de faltas em consultas agendadas preocupa a Secretaria de Saúde e compromete o atendimento nas unidades e especialidades

A ausência de pacientes em consultas previamente agendadas tem gerado impactos significativos no sistema de saúde pública de Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Diariamente, centenas de atendimentos são realizados nas unidades básicas de saúde do município e também em toda a região, mas uma parcela considerável da população não comparece aos horários marcados, comprometendo o fluxo e a eficiência dos serviços.

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De acordo com a secretária de Saúde de Videira, Maribel Gaio, o não comparecimento às consultas é um dos principais desafios enfrentados atualmente pela gestão municipal. “Nós temos um impacto gigantesco dessa falta. As pessoas acabam não vindo às consultas ou aos procedimentos. Isso prejudica muito o atendimento”

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A Secretaria trabalha com um modelo de agenda híbrida, que combina atendimentos agendados com encaixes por demanda espontânea. Ainda assim, quando um paciente falta, o tempo reservado — que pode chegar a 20 ou 30 minutos — acaba não sendo aproveitado da melhor forma.

“Esse tempo poderia ser utilizado por outra pessoa que precisa do atendimento. Mesmo que o profissional realize outras atividades, há um prejuízo no fluxo”

Especialidades como ginecologia e pediatria são as mais afetadas

O problema se torna ainda mais grave em áreas onde há maior demanda e dificuldade de profissionais, como ginecologia e pediatria. Segundo a Secretaria de Saúde, o índice de faltas nessas especialidades chega a cerca de 20%.

“Temos uma agenda cheia, com um volume grande de pacientes. E ainda enfrentamos situações como aposentadorias e afastamentos de profissionais. Isso torna o cenário ainda mais delicado”

Apesar de existir uma lista de espera para tentar preencher vagas abertas por desistências, nem sempre é possível acionar outro paciente a tempo. Nos atendimentos especializados, como cardiologia, o impacto é ainda maior. Isso porque muitos desses profissionais não pertencem diretamente à rede municipal, mas atuam por meio de consórcios como o CISAMARP.

“Quando o paciente não comparece, não conseguimos chamar outra pessoa de imediato. O profissional fica ocioso, e isso gera um desperdício de recursos e de oportunidade de atendimento”

Diante do cenário, a Secretaria de Saúde de Videira reforça o pedido para que os pacientes comuniquem com antecedência caso não possam comparecer às consultas agendadas. “Imprevistos acontecem, isso é normal. Mas pedimos que a população avise o setor responsável. Assim, conseguimos chamar outra pessoa e evitar transtornos”, orienta a secretária.

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Fonte:
Ernesto Júnior | Rádio Videira

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