Um terço dos cursos de medicina recebe conceito insatisfatório no Enamed

Ao todo, 351 cursos de todo o país participaram da avaliação

Mais de 100 cursos de Medicina no Brasil receberam avaliação insatisfatória no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) em 2025, conforme balanço divulgado pelo Inep nesta segunda-feira (19), em Brasília.

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Os cursos com conceitos 1 e 2 terão punições que incluem restrições no Fies, redução de vagas e, em alguns casos, suspensão total do ingresso de novos estudantes.

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Ao todo, 351 cursos participaram da avaliação, sendo que cerca de 30% apresentaram desempenho considerado inadequado, evidenciando a necessidade de maior supervisão e padronização da qualidade do ensino médico.

Enamed

O Enamed, criado pela Portaria MEC nº 330/2025, funciona como uma modalidade do Enade específica para medicina, com aplicação anual e participação obrigatória dos concluintes.

A prova possui 100 questões objetivas baseadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais e foi aplicada em mais de 200 municípios.

Em 2025, 75% dos participantes apresentaram desempenho proficiente, mas os resultados variaram significativamente entre os tipos de instituições.

Enquanto universidades federais e estaduais alcançaram índices superiores a 80% de proficiência, cursos municipais e privados com fins lucrativos tiveram resultados inferiores.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o objetivo não é promover uma “caça às bruxas”, mas assegurar que os cursos ofereçam ensino de qualidade. “Queremos ampliar o acesso ao ensino, mas com qualidade na oferta desses cursos”, afirmou.

Avaliação

A análise detalhada mostra que as piores avaliações estão concentradas em cursos municipais, com 87,5% nas faixas 1 e 2, seguidos por instituições privadas com fins lucrativos (58,4%) e instituições especiais (54,6%).

Já os melhores resultados foram registrados em universidades federais e estaduais, com 87,6% e 84,7% dos cursos nas faixas 4 e 5, respectivamente.

Das 107 instituições com conceito 1 ou 2, 99 passarão por penalidades aplicadas pelo MEC, incluindo:

  • 8 cursos com suspensão total de vagas e programas federais;
  • 13 cursos com redução de 50% das vagas;
  • 33 cursos com redução de 25%; e
  • 45 cursos que não poderão ampliar vagas.

O ministro destacou que as instituições terão direito à ampla defesa, reforçando que “É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino”.

As medidas valerão até o próximo Enamed, previsto para outubro de 2026, reforçando o compromisso do MEC em elevar a formação médica no país e proteger a população que será atendida por esses profissionais.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações G1

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