Duas pessoas são presas por suspeita de causar intoxicação por refrigerante em Santa Cecília

Amostras dos alimentos e bebidas foram enviadas para perícia

Duas pessoas foram detidas nesta quinta-feira (23) sob suspeita de provocarem intoxicação por refrigerante em uma equipe de saúde em Santa Cecília, no Meio-Oeste catarinense. Segundo a Polícia Civil, um refrigerante deixado pela tia de um funcionário do Pronto Socorro Central teria sido consumido por 11 pessoas, causando mal-estar.

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As vítimas relataram sintomas como tontura, náusea, fraqueza, tremores e confusão mental após o consumo da bebida.

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Os alimentos e refrigerantes ingeridos foram recolhidos e enviados à perícia, cujo resultado irá “nortear o andamento da investigação e possíveis responsabilizações aos suspeitos”, conforme informações oficiais.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil agiu em endereços vinculados aos investigados.

O funcionário do pronto-socorro encontra-se afastado após denúncia de assédio sexual contra servidoras da unidade, registrada em boletim de ocorrência no dia 8 de outubro de 2025. Na casa da tia, além do refrigerante suspeito, foi encontrada uma arma de fogo; ela foi autuada pela posse irregular da arma.

A delegada regional, Roxane Favero Pereira Venturi, informou que a mulher permaneceu em silêncio durante a prisão, enquanto o homem negou qualquer envolvimento no episódio.

A equipe de saúde afetada inclui uma médica, uma enfermeira, técnicos de enfermagem, uma farmacêutica, uma recepcionista, dois funcionários de serviços gerais e um segurança. Um dos depoimentos registra a bebida com “gosto de laranja estragada”.

De acordo com a investigação, todas as vítimas consumiram o refrigerante de dois litros que fora deixado por um dos suspeitos.

Nota da Secretaria de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde destacou que todos os servidores intoxicados estão fora de risco e que o pronto-socorro segue em funcionamento normalmente.

A vigilância sanitária interditou a cozinha da unidade separada do atendimento público, procedendo à desinfecção no dia 22 e reabrindo o local em seguida.

Com os laudos ainda em andamento, a investigação prossegue para identificar o agente causador da intoxicação e definir se houve ação dolosa ou acidente.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações NSC Total/ND Mais

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