O Tribunal do Júri de Itajaí absolveu por unanimidade nesta terça-feira (11), um soldado da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) que era acusado pela morte de um homem em ocorrência registrada em fevereiro de 2012.
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A sessão se estendeu por cerca de 14 horas e colocou fim a um processo que tramitou durante 14 anos. Ao término do julgamento, os sete integrantes do Conselho de Sentença votaram pela absolvição do policial.
De acordo com a versão apresentada pela defesa, o soldado teria sido surpreendido por disparos assim que entrou em uma residência situada na região do Brejo. Segundo os advogados, uma motocicleta que teria sido empregada em uma série de roubos estava escondida na sala do imóvel.
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A acusação apresentada pelo Ministério Público seguia outra linha. Para o órgão, o policial teria cometido o homicídio motivado por vingança, afastando a hipótese de que o disparo tenha ocorrido em uma situação de legítima defesa.
Durante a sessão, a defesa também concentrou parte dos questionamentos em uma testemunha indicada pela acusação. Os advogados destacaram que o depoimento teria aparecido aproximadamente um ano e meio depois do episódio, circunstância utilizada para colocar em dúvida a confiabilidade das informações apresentadas.
O policial foi representado pelos advogados criminalistas paranaenses Cláudio Dalledone Júnior e Renan Canto, que acompanharam o caso ao longo dos anos. Conforme informado pela defesa, os familiares do soldado arcaram com os custos do processo utilizando as próprias economias durante os 14 anos de tramitação.
Outro argumento apresentado durante o julgamento foi o resultado de uma investigação conduzida pela Corregedoria da PMSC ainda em 2012. Segundo a defesa, a apuração interna concluiu, na época, que não havia crime cometido pelo policial.
A sessão também contou com a presença de familiares, autoridades e moradores de Itajaí. O movimento no plenário permaneceu intenso durante toda a noite, reunindo prefeitos, vereadores e integrantes da comunidade.
A mobilização ocorreu após um apelo feito pela esposa do policial, que atua como médica oncologista em Itajaí, para que a comunidade acompanhasse o julgamento.
Com a decisão unânime dos jurados, o policial foi absolvido da acusação relacionada à morte ocorrida durante o confronto de 2012.




